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Software Livre - uma mudança de modelo

Conceitos Básicos

Software Livre é o distribuído livremente à comunidade de usuários e programadores. Além do executável, o código-fonte é também disponibilizado, podendo ser alterado para atender as necessidades específicas de quem o copiou, ou ainda para receber contribuições evolutivas de colaboradores. Suas cópias podem ser distribuídas gratuitamente ou não, sem aviso prévio aos desenvolvedores originais.

É livre pois representa liberdade e não gratuidade. Software Livre não é necessariamente Não-Comercial. Serviços relacionados ou distribuições customizadas podem ser cobrados. De fato está ocorrendo uma mudança significativa no modelo comercial no mercado de Software. Diversas empresas estão focando seu negócio na prestação de serviços relacionados a Software Livre, como treinamento, suporte e customização de produtos para o mercado.

Software Proprietário é o programa distribuído com código fonte e propriedade intelectual protegida. Apenas o executável é distribuído, comercialmente ou não, sendo o código fonte guardado por seu desenvolvedor.

Os desenvolvedores de Software Livre explicitam a liberdade de expressão. Sua utilização ou manipulação não depende de aviso prévio ao desenvolvedor. Criou-se o conceito de "copyleft", em oposição ao copyright. A comunidade pode copiar, distribuir, modificar os softwares, mas nunca eliminar a liberdade de expressão ou desrespeitar os autores ou suas idéias. O uso de Software Livre não implica em pagamento de licenças e direitos autorais, apesar de preservar o direito autoral de todos os colaboradores.

Entretanto existem algumas regras que devem ser seguidas. Alterações efetuadas em um código livre devem ser encaminhadas a seus desenvolvedores iniciais, conforme prega a Free Software Foundation (http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html).


O que representa para o Brasil?

Para países como o Brasil o uso de Software Livre representa a possibilidade de soberania nacional em software. A comunidade brasileira por si só é capaz de desenvolver e usar softwares. Tivemos e temos diversas empresas desenvolvedoras e centros de pesquisa bastante evoluídos e capacitados. Existem aproximadamente seis mil empresas nacionais diretamente envolvidas com o desenvolvimento de software.

Assumindo a colaboração da comunidade internacional, a possibilidade de desenvolvimento e evolução de softwares aumenta o capital intelectual do país, permitindo que profissionais compreendam o funcionamento das mecânicas existentes, desenvolvam novos programas e troquem conhecimento acumulado com menos ônus financeiro.

O uso de software livre reduz significativamente a saída de capital do país em forma de royalties. As maiores empresas fornecedoras de software proprietário são sediadas em países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos. Daí a priorização desses países em valorizar e defender a propriedade intelectual, colocando em pauta a lei de patentes e defendendo uma lei internacional para compras governamentais.

O modelo de negócios de Tecnologia de Informação está migrando sua fonte de receitas para serviços associados ao software, como consultoria, treinamento e customização. Estes serviços muitas vezes consomem os recursos economizados nas licenças, mas com uma diferença bastante significativa. Representam geração de empregos e oportunidades de negócios para empresas regionais de diversos tamanhos.

Outro fator significativo é a oportunidade de se informatizar a um custo financeiro menor centros sociais. Governos como o de São Paulo e Organizações Não Governamentais como RITS(http://www.rits.org.br/), CDI(http://www.cdi.org.br/) e SOCID(http://www.socid.org.br/) estão direcionando seus esforços nesta direção, contribuindo para a inclusão digital de diversas comunidades, através inicialmente do contato das pessoas com a internet, em seguida com sua capacitação no uso da mesma, o que as leva na direção da inclusão na sociedade da informação. As políticas públicas de infoinclusão podem ser acompanhadas em (http://www.infoinclusao.org.br).


Por que usar?

Usar Software Livre representa aumentar a liberdade intelectual nacional e redirecionar capital público e privado anteriormente destinado ao exterior para a geração de empregos dentro do país.

Transfere a combinação de conhecimentos adquiridos à comunidade de forma colaborativa, enriquecendo-a como um todo. É antimonopolista, viabiliza ações empreendoristas em comunidades menos favorecidas, seu código aberto oferece transparência e permite auditoria.

O governo brasileiro (Federal, Estadual e Municipal) é responsável por mais de 60% (sessenta por cento) do consumo de software. Apenas o governo federal possui atualmente mais de Duzentos e Cinquenta Mil computadores usando softwares proprietários como sistema operacional e pacotes de escritório. A iniciativa dos governos em direcionar sua tecnologia de informação para o uso de Software Livre é estratégica.

Importante notar que a iniciativa não está vinculada a um único partido político. Alguns exemplos são:
Governo Eletrônico (http://www.governoeletronico.e.gov.br/)
Projeto de Software Livre do Rio Grande do Sul(http://www.softwarelivre.org/)
Projeto de Software Livre do Rio de janeiro(http://www.pslrj.org.br/)
Projeto de Software Livre do Paraná(http://www.pr.gov.br/softwarelivre)
Prefeitura Municipal do Rio Grande - RS (http://www.riogrande.rs.gov.br/)
Prefeitura de Belo Horizonte - MG (http://www.libertas.pbh.gov.br/)


Software Livre nas escolas

Diversas instituições de ensino, enquanto pólos de desenvolvimento tecnológico e formadores de profissionais e de opinião, estão envolvidas com o fomento e uso do software livre no Brasil. Rio Grande do Sul, Paraná e Belo Horizonte implantaram com sucesso laboratórios de informática nas redes de ensino público.

Organizações como o Senac(www.rj.senac.br) oferecem cursos abertos de capacitação em Linux. O primeiro curso de graduação em Software Livre do país, autorizado pelo MEC, está sendo oferecido pela Universidade Estácio de Sá (cursos@abrasol.org).

Algumas convênios estabelecidos entre escolas e empresas pregam a conscientização e disseminação do Software Livre entre os alunos, para que estes o adotem quando profissionais.


Produtos Livres com Sucesso

Existem diversos produtos de sucesso disponíveis para uso livre. Abaixo citaremos apenas alguns.

Banco de Dados MySQL http://www.mysql.com/
Banco de Dados PostgreSQL http://www.postgresql.org/
BSD Freebsd http://www.freebsd.org/
Desktop Publishing Scribus http://scribus.planetmirror.com/
Email QMail http://qmail.usp.br/top.html
ERP SACI http://www.eacnet.com.br
Escritório OpenOffice http://www.openoffice.org.br/
Ferramentas PHP http://www.aspx.org/
File Server Samba http://www.samba.org/
GNU-Linux Diversos https://www.gnu.org.br/mimerdesk/
Groupware DIRETO http://www.direto.org.br/
HTTP Server Apache http://www.apache.org/
Proxy cache Squid http://www.squid-cache.org/
Redes Nagios http://www.nagios.org/

A InfoSites e o Software Livre

A InfoSites coloca-se favorável ao uso do Software Livre e atende o mercado no processo de migração de sistemas legados para soluções desenvolvidas em PHP usando bancos de dados POSTGRES.

Possui experiência de dois anos trabalhando nesta plataforma, e desenvolveu sistemas usuários de Frame Relay com usuários acessando bases de mais de um milhão de ocorrências armazenadas, entre outros projetos.

Guilherme Silva
Sócio diretor

O texto acima foi escrito a partir de conhecimento prévio e de informações difundidas no http://www.forumrjsoftwarelivre.rj.gov.br